Amora diz «não» ao encerramento da Estação de Correios


Esta é uma entre as mais de 200 Estações de Correio que a Administração dos CTT quer encerrar, um pouco por todo o País, e que conta, desde já, com a oposição da população, da Junta de Freguesia de Amora e da Câmara Municipal do Seixal, assim como dos eleitos nos órgãos autárquicos do concelho, do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP), do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), que estiveram presentes no protesto em frente à Estação de Amora, que encerrou naquele dia «por questões de segurança», reabrindo apenas no dia 8, o que impediu a população de assinar o livro de reclamações.
«Contra o encerramento dos CTT de Amora», lia-se numa enorme faixa preta, colocada à porta da Estação, onde decorreu o protesto e interveio Manuel Araújo, Presidente da Junta de Freguesia de Amora. Ali, o autarca deu conta que, no dia 7 de março, um delegado comercial dos CTT informou a Junta de Freguesia que, no âmbito da reestruturação que está em curso, iriam encerrar várias lojas e estações dos CTT, entre as quais a de Amora.
A partir desse momento, informou Manuel Araújo, a Junta de Freguesia mostrou a sua oposição àquela medida, salientando a importância que «esta Estação tem para a população» e avançando com uma «série de iniciativas», desde logo com um abaixo-assinado e uma petição on-line (que pode ser subscrita em  http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2013N37832).
O Executivo da Junta e a Assembleia de Freguesia, esta última numa reunião extraordinária, também tomaram posição contra o fecho da Estação de Correios.
Para o futuro, Manuel Araújo salientou que, à semelhança do que aconteceu no protesto de dia 5 de abril, «vamos ter que dar continuidade a esta luta».

Solidariedade com a luta

A ação, para além de Bruno Dias, deputado do PCP, que manifestou solidariedade para com a luta dos utentes da Amora e prometeu levar o assunto à Assembleia da República, contou ainda com a intervenção de Carlos Galvão, do SNTCT, que criticou o encerramento, naquele dia, da Estação. «O que estes senhores nos estão a chamar? Alguém aqui é criminoso? Criminoso é aquilo que estes senhores (a Administração dos CTT) nos estão a fazer», acusou, anunciando que o Sindicato fez, recentemente, uma denúncia à ANACON e contactou o Conselho de Administração dos CTT a pedir explicações.
Por seu lado, Luísa Ramos, do MUSP, afirmou que «quem não se une, quem não luta, quem não denuncia esta política de ataque aos serviços públicos está condenado a perder qualidade de vida, está condenado a perder aquilo que foi o fundamental das conquistas de Abril». «Os CTT são fundamentais para aquilo que é a expedição do nosso correio, mas também para o pagamento de reformas», precisou, partilhando uma história: «Um reformado, durante o mês de Agosto, não teve direito a receber a sua pensão de reforma porque os CTT tinham sido encerrados, tendo o serviço passado a ser prestado por uma tabacaria, que fechou para férias».
Por último, Alfredo Monteiro, Presidente da Câmara Municipal do Seixal, considerou o encerramento daquela Estação como um ataque «vil e ignóbil». «Este encerramento tem a ver com a invasão da troika a Portugal e com o memorando de entendimento, onde está previsto o encerramento de 200 estações dos CTT», denunciou, precisando que «a luta em defesa dos Correios é uma luta contra esta política» seguida pelos sucessivos governos.

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