As Festas começaram mais cedo no sábado, 16 de agosto, com uma tarde desportiva, na Zona Ribeirinha, que foi invadida por Barcos Dragão, iniciativa que deu cor e muita animação ao espaço. Um espetáculo, organizado pela Associação Naval Amorense, com o apoio da Junta de Freguesia de Amora, assistido e participado por centenas de pessoas, que aproveitaram, desta forma, aquele magnifico dia de Verão.
A animação musical começou ainda com o dia a despedir-se, no Coreto, com um baile protagonizado por Vitor Ginja, um artista que arrastou uma multidões e que proporcionou momentos de grande alegria e interação.
Ao mesmo tempo, na rua, passava a Fanfarra da Associação de Bombeiros Mistos de Amora, um coletivo de músicos, muitos deles jovens, que, com os seus instrumentos de sopro e de percussão, não deixaram ninguém indiferente. Também desta forma formam-se pessoas melhores, a quem são incutidos valores como espírito de equipa, camaradagem e voluntariado.Junto aos stand’s do movimento associativo estavam ainda algumas estátuas vivas, iniciativa que despertou a atenção de muitos e que visa incentivar, divulgar e dignificar a criação artística nas artes performativas. Nesta Festa a arte multiplica-se por diversas formas. Junto ao Pontão, artistas de rua grafitavam numa parede improvisada.Muita música
Depois, no Espaço SFOA, teve lugar uma Noite de Fados, onde também se declamou poesia, e, no Palco Principal, junto ao E.Leclerc, atuou o Grupo Coral e Instrumental «Os Flamingos», formação que nos trouxe, para além dos cantares, com vozes bem afinadas, o melhor do acordeão, do reco, das castanholas, do bombo, da viola, da pandeireta, das maracas, dos ferrinhos e do cavaquinho. Uma viagem pelos sons e cantares alentejanos.
A noite terminou com a Brigada Vitor Jara, nome que homenageia a memória do cantor chileno com o mesmo nome, morto pelos militares após o golpe de Pinochet. Na Amora, esta formação portuguesa, criada em 1975, com a sua actuação, fez uma outra homenagem à música tradicional, através de enérgicos temas, alguns dos quais conhecidos de todos nós, outros que nos entram nos ouvidos como algo belo.
Um renovado folclore, bem português, onde se cruzam, numa viagem musical, instrumentos como o violino, o bandolim, a guitarra, o sintetizador, entre outros instrumentos, interpretados por Aurélio Malva, Luís Garção Nunes, Ricardo Dias, Manuel Rocha, Arnaldo Carvalho, Rui Curto e José Tovim, com a voz, soberba e encantadora de Catarina Moura. Por «sendas, montes e vales», «Marião» foi dos temas que fizeram sonhar. O «Baile Mandado», um corridinho do Algarve, fez despertar, uma vez mais, «as palmilhas» e as «mãos ao ar».






