Esta foi apenas uma das muitas iniciativas que aconteceram e continuam a realizar-se, até ao final do mês de Maio, na Freguesia de Amora. Destaque, por exemplo, para a iniciativa desportiva «24 horas, 24 modalidades», que aconteceu no dia 22 de Maio, um pouco por toda a Freguesia, e que contou com a participação de centenas de atletas de diferentes modalidades e de vários clubes.
Na sessão solene de Elevação de Amora a Cidade, Odete Gonçalves, presidente da Junta, começou por lembrar que a Freguesia é já «centenária» e que o aniversário serve também para «comemorar o 25 de Abril» e o «Poder Local Democrático». «Somos Cidade, somos importantes, somos grandes, mas, sobretudo, pessoas de variadíssimas terras e lugares que fizeram de Amora, ao longo de muitos anos de trabalho e de dedicação, a terra que ela é hoje e que continuará a ser», afirmou, agradecendo a «todos aqueles que estão connosco», nomeadamente ao Executivo da Junta de Freguesia, a quem pediu uma salva de palmas.
«São estes os homens e mulheres que têm estado a trabalhar para fazer esta Cidade cada vez melhor», acrescentou, estendendo os agradecimentos às colectividades, às associações, às IPSS's, à comunidade educativa, à comunidade civil, aos trabalhadores e aos colaboradores desta autarquia, assim como à Assembleia de Freguesia e à Câmara Municipal do Seixal. «Apesar das dificuldades, dos tempos que se aproximam, vamos continuar a trabalhar para que esta seja uma Cidade onde vale a pena viver», prometeu Odete Gonçalves.
Por seu lado, Joaquim Judas, presidente da Assembleia Municipal do Seixal, valorizou o «grande percurso» percorrido, uma vez que para se ser cidade «é necessário um conjunto de requisitos, que foram satisfeitos». «Estamos satisfeitos pelo percurso que temos vindo a fazer ao longo dos últimos 18 anos, com aquilo que se tem feito, com e para a população e com a contribuição que esta Cidade dá para o prestígio do concelho do Seixal, para o nosso País e lá fora», salientou.
O presidente da Assembleia Municipal alertou ainda para as dificuldades impostas pela «troika» (FMI/BCE/UE), que pretende «redefinir a administração da nossa vida nacional e local», assim como «as características do Poder Local». «O Poder Local e as populações não podem aceitar isso», frisou.
Depois de ter dado os parabéns à Cidade de Amora e aos seus construtores, «gentes que resistiram, que sonharam com a liberdade e a conquistaram», Alfredo Monteiro denunciou que a poucos dias das eleições legislativas, que se realizam a 5 de Junho, ainda está parada a adjudicação do concurso para o Hospital do Seixal. «Este é um exemplo, como tantos outros, de que nós [Poder Local Democrático], não desistiremos daquilo que são as necessidades da população, direitos inalienáveis conquistados com o 25 de Abril».






