Cultura
Encerramento das Festas Populares de Amora
Uma Festa, que se iniciou no dia 11 de Agosto, que não foi só de música e de entretenimento, mas, também, de desporto e devoção. No último dia, por exemplo, largas dezenas de pessoas participaram, logo pela manhã, num passeio de cicloturismo, que percorreu a Freguesia de Amora. Uma prova onde a competição não teve lugar, antes a amizade e a solidariedade.
Neste dia, ponto alto de fé, onde a povo saiu à rua, vestido a rigor, teve ainda lugar uma procissão que terminou junto à Zona Ribeirinha de Amora. Um momento de adoração e louvor para Nossa Senhora do Monte Sião, que contou com a presença de várias centenas de crentes.
No recinto, ao final do dia, a Festa foi outra. Milhares de pessoas fizeram questão de participar no último dia das Festas Populares de Amora, que contou com a actuação, no palco principal, de Carlos Guilherme, que se fez acompanhar pela Lisboa Swing Band (saxofones, trompetes, trombones, guitarra, piano, baixo, percursão e bateria). Um concerto que entrosou a mestria da orquestra com a voz fenomenal do cantor lírico português, que começou por cantar e encantar com um tema «Nessun Dorma», uma área do último acto da ópera Turandot, de Giocomo Puccini.
Seguiu-se «Cartas de Amor», tema que ainda fascina os portugueses, pelo menos os mais românticos, e «Nigth and Day», de Paul Porter. Sob a batuta do maestro Jacinto Montezo, a banda deliciou-nos, de seguida, com três temas instrumentais, o melhor do melhor swig feito do outro lado do oceano, com referência especial para Glenn Miller. Neste espaço, apenas instrumental, referência ainda a outros grandes músicos e compositores, nomeadamente para António Carlos Jobim e o seu «Samba Só».
A meio do espectáculo o apresentador deu conta dos três temas que seriam interpretador e tocados de seguida: «Amapola», de Joseph LaCalle, «Sol de Inverno», de Simone de Oliveira, e «May Way», que Frank Sinatra também deu voz. Fez ainda uma referência especial ao movimento associativo do concelho do Seixal, à Sociedade Filarmónica Operária Amorense e a todos os bombeiros que, neste momento, enfrentam a fúria do fogo que varre o nosso País.
Carlos Guilherme terminou com as músicas «Olhos Castanhos», «New York, New York» e «O Sole Mio». «Muito obrigado à Junta de Freguesia de Amora e a todos vós. É um luxo trabalhar com esta orquestra», disse, no final. A pedido do público, tocou-se a última música: «Granada».
No outro palco, junto à Escola EB1 de Amora, brilhou o Grupo Coral Alentejano dos Serviços Sociais da Autarquia do Seixal. Seguiu-se uma espectacular Gala de Dança, da responsabilidade dos alunos do Clube Desportivo e Recreativo do Fogueteiro, o grupo Hedab e Extreme. Iniciativas que contaram com a organização da Junta de Freguesia de Amora e com o apoio da Câmara Municipal do Seixal e do movimento associativo.






