Audição pública sobre o Hospital do Seixal

Esta audição contou com a presença de Jerónimo de Sousa que valorizou a «extraordinária luta desenvolvida pelas populações dos concelhos do Seixal, Almada e Sesimbra, ao longo de três anos, em torno da exigência da construção do hospital público do Seixal».
O Secretário-geral do PCP acentuou, de igual forma, a contribuição que «esta luta tem dado em defesa do direito à saúde e contra a privatização dos serviços públicos de saúde».
Por seu lado, Odete Gonçalves, presidente da Junta de Freguesia de Amora, reafirmou o compromisso de continuação da luta pela construção de um hospital público no concelho do Seixal e pelo direito das populações à saúde, que passa também pela reabertura de Serviços de Atendimento Públicos (SAP's) e pelo aumento da capacidade de resposta dos centros de saúde. Na audição, foram ainda denunciados outros problemas, nomeadamente na Extensão de Saúde de Quinta do Conde, Sesimbra, onde foram encerradas as consultas de apoio aos utentes.
Alfredo Monteiro, presidente da Câmara Municipal do Seixal, salientou que «é necessário garantir os investimentos» e que «o hospital esteja a funcionar até 2012», o que significa «que não pode haver mais paragens neste processo». «Esta é uma conquista da população, de Abril e pela construção de Abril», acrescentou.

Hospital privado à vista!

Já Durão Carvalho, engenheiro que participou no estudo encomendado, em 2002, pela Administração Regional de Saúde, que recomendava 312 camas para o distrito de Setúbal, alertou para o facto de o futuro Hospital do Seixal, com as valências entretanto aprovadas, poder vir a deixar espaço «para a instalação de um hospital privado». «A designação de hospital tem apenas como objectivo ludibriar a população e os autarcas», acusou, denunciando que o Hospital do Seixal será «uma extensão do Garcia de Orta». «É lamentável que se gastem 72 milhões numa unidade que de facto não vai responder às necessidades da população. Esta solução, da responsabilidade do PS, não tem qualquer suporte técnico em estudos elaborados e a solução tecnicamente correcta é aquela que foi definida pelo Plano Director Regional, com 300 camas e a qualificação de Plataforma B, de acordo com a Direcção Geral de Saúde», frisou, considerando insuficientes as 60 camas de convalescença e as 12 camas para cuidados paliativos.
Joaquim Judas, presidente da Assembleia Municipal do Seixal, apelou à luta das populações para contrariar a intensão do Governo. «O programa funcional não obedece àquilo que foi assinado no protocolo», afirmou, referindo-se à «urgência do hospital», que estava estipulada para 24 horas e que agora aparece como «urgência básica». O eleito deu ainda conta da retirada de algumas especialidades, como é o caso da neurologia.
Corália Loureiro, vereadora na autarquia, sublinhou, entretanto, que se o Governo não voltar à trás, os protestos dos utentes e das populações poderão regressar, «com um outro cordão humano à volta da Baia do Seixal» ou com uma grande manifestação em Lisboa «para exigir o nosso hospital».
Por último, Francisco Lopes, deputado comunista na Assembleia da República, valorizou o papel do poder local, das comissões de utentes e das populações que desenvolveram, ao longo dos anos, «uma importante movimentação de massas, sempre acompanhada da intervenção e iniciativa do PCP, a partir dos seus militantes, das suas organizações e do seu Grupo Parlamentar na Assembleia da República».
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